sexta-feira, junho 22, 2007

Incómoda

Não vou falar do quanto me causa náuseas, os que se curvam, perante as injustiças. Não vou falar dos "Anacordados" deste país. Não gosto do vocábulo. Não gosto da definição. Não gosto de termos técnicos e, infelizmente, gosto muito do país. Não vou emitir opinião, acerca dos nichos holocaústicos, pidescos, persecutórios que vão isolando os indivíduos a abater.
Mas vou perguntar se já viram o filme “O pianista”? Vou perguntar, que sentimento de MEDO tolhe aquelas pessoas que se encaminham pacificamente para a morte? Vou perguntar, quantos mais são precisos para reverter estas situações? Vou perguntar, se é difícil perceber que a união faz a força, e que a divisão aumenta o poder da prepotência?
Ainda não percebi se está na hora de partir. Se está na altura de procura locais onde a rarefacção do oxigénio seja mais suportável. Quem sabe L. me junto a ti em Nova Iorque, como tu serei apenas mais uma.
Mas não se assustem, não perdi a vontade de lutar e mesmo quando digo: chega, estou cansada! Vem a noite, e o sono tudo apazigua! Depois vêm os sonhos, aos quais damos a oportunidade de fugirem e o de ontem não ajudou! Aumentou-me o diâmetro abdominal! E, passei a ter outra preocupação: Como é que é possível, eu estar neste estado? Como é que eu vou justificar esta situação? Pobre sonho, tentou dar-me cinco meses de descanso, mas trouxe-me preocupações acrescidas. Assim não vale. Resta-me acrescentar, que mesmo depois de umas escassas horas de sono, renasci como uma enorme vontade de recomeçar, de usar as minhas armas, de me tornar incómoda.
A barriga?! Deixou de ser mais uma preocupação, afinal ela sempre existiu!


Canela

2 comentários:

Licas disse...

Não percebi nada. Mas também deve ser mais para desabafar.
De qualquer maneira deixo apenas um beijo enorme. Assim a modos de "muito colinho".

Canela disse...

Olá Linda! É um desabafo sobre a paz que eu teimo em conquistar, e que os outros teimam em impedir que eu a atinja.
É ma espécie de jogo subvertido.
Mas depois conto-te.
Por agora sobrevivo e sobretudo à custa de quem me tem dado colo e, felizmente, tenho recebido colo até de quem julgava indiferente! Não é o teu caso, claro! De ti vêm sempre mel! E tem sido muito bom, tem-me ajudado a lutar!
Um beijão enorme para as minhas três meninas!