domingo, agosto 17, 2008

Vícios


Deixa crescer as umbelas em mãos apétalas
E observa o mar.



Canela

O que me Apaixona e Enlouquece…

ou a Ciência também passa por aqui.



Human Primary Osteoblasts



A rezar para que amanhã já estejam assim.

Imagem retirada daqui.


Canela

sábado, agosto 16, 2008

O Primeiro Aniversário da Kiquinha...

ou o motivo para passar a manhã de sábado na cozinha!







Canela

Jasmim, Canela e Alecrim



Let us go, then, you and I
When the evening is spread
[out against the sky


T. S. Eliot

Entrou um serafim
no meu jardim

que cheiro a alecrim…

Da rosa carmim
para o jasmim

o canto do clarim
tramp’lim
do arlequim

p’ra mim.




Salette Tavares in “Soneto Pateta III”
Imagem de Zhang Peng, retirada daqui.


Canela

sexta-feira, agosto 15, 2008

quarta-feira, agosto 13, 2008

Nos insondáveis limites das estrelas

Em tons de laranja.



Ou o pôr-do-sol visto de casa.



Canela

domingo, agosto 10, 2008

Também se pode aplicar ao Blog

“Burn After Reading”



Deixo-vos um menino lindo, lindo!!!


Canela

Digam-me que…



Amanhã não é segunda-feira!!!
E que não estamos praticamente a meio de Agosto!!!

Socorro!!!


Fotografia de autor desconhecido

Canela

sábado, agosto 09, 2008

Moriarty

Jimmy and...



me.


Canela

Back to...

... reality!!! :(


Canela

domingo, julho 20, 2008

«The Women»

Onde homem não entra, a não ser nos diálogos!


Canela

E a Austrália aqui tão perto...

A começar pelo eucalipto do jardim:


Antes



Depois


A terminar...


Canela

quarta-feira, julho 16, 2008

ECCA (European Cervical Cancer Association) Petition

STOP Cervical Cancer

«Call upon the European Parliament, the European Commission and all National Governments of Europe to implement the effective organised cervical cancer prevention programmes that will provide the optimal protection against cervical cancer for all the women of Europe»

Sign here please


Canela

terça-feira, julho 15, 2008

«Take This Longing»



Canela

Descuidos do Porteiro dos Sonhos

O palco era elíptico e tapado nas duas extremidades com a mesma madeira clara que forrava a enorme sala. A sala clara tinha muita luz.
No palco os actores representavam brincando. Tinham vários tipos de brinquedos, todos feitos em ferro. Os brinquedos tinham encaixes exactos, o que permitia aos actores criarem várias figuras ou situações com os mesmos brinquedos.
A assistência era convidada a participar, mas sempre que o participante era masculino, os actores, que eram todos homens, faziam questão de o criticar e corrigir. Contudo, se o participante fosse feminino tudo estava perfeito e os aplausos eram imediatos e estridentes.
Eu observava sentada num dos cantos a descoberto do palco.
Os actores sabiam os nomes de cada pessoa e o lugar em que cada uma se devia sentar. Em vários momentos obrigaram a que os que se sentaram nos lugares errados se deslocassem para os lugares certos. Haviam cadeiras vazias que não podiam ser ocupadas, porque faltavam pessoas das quais os actores também conheciam os nomes, embora não conhecessem as pessoas.
Este foi o sonho até o porteiro descobrir o meu estado de semi-vigília e fechar a porta.


Canela

Eric Rohmer

ou a poesia sobre a tela


Canela

terça-feira, julho 08, 2008

domingo, julho 06, 2008

Robert Creeley

All night the sound had
come back again,
and again falls
this quite, persistent rain.

What am I to myself
that must be remembered,
insisted upon
so often? Is it

that never the ease,
even the hardness,
of rain falling
will have for me

something other than this,
something not so insistent—
am I to be locked in this
final uneasiness.

Love, if you love me,
lie next to me.
Be for me, like rain,
the getting out

of the tiredness, the fatuousness, the semi-
lust of intentional indifference.
Be wet
with a decent happiness


Robert Creeley in “The Rain”



Canela

quarta-feira, julho 02, 2008

segunda-feira, junho 30, 2008

Quero acreditar que esta é a única razão.






Não acredito na reencarnação, aliás a acreditar, e como costumo dizer: Em alguma das minhas vidas passadas só posso ter sido o próprio Hitler. Nenhum dos seus sósia, a existirem, me poderiam ter estado reservados.
Como católica poderia acreditar noutras versões: como na de uma grande mulher (canonizada) que, durante o seu martírio e em total desespero se revoltava contra Jesus e lhe perguntava, mais ou menos, isto:
Porque me fazes sofrer tanto?
Ao que Jesus respondia:
Porque só peço estes sacrifícios aos meus amigos!
Retorquia-lhe a inteligentíssima e magnífica mulher:
Por isso é que tens tantos!
Ora toma que é para aprenderes! - digo eu.
Como sei que nunca serei canonizada, das duas uma: ou tenho o céu garantido e daí o tamanho da cruz (que nunca me faltem os elos de ligação!) ou fico-me pela versão da reencarnação na qual não acredito, mas que me assenta que nem uma luva (e lá se vão os elos de ligação, mantendo-se o tamanho da cruz!).
Só me resta dizer:
Bolas!!!


Imagem enviada por uma amiga com uma cruz igualmente pesada, via E-mail.
Banda desenhada de autor desconhecido


Canela

Summer School

Para quem gosta de aprofundar conhecimentos em tempo de férias, para quem não sabe o que fazer com as férias, e porque este Blog também engloba a faceta de divulgação, aqui ficam as sugestões da Universidade Católica:

- Cursos de Verão da Universidade Católica do Porto.

Se aceitarem sugestões, aqui está uma que não faz mal a ninguém:

Dia: 3, 10 e 17 de Julho
Curso: O modelo de Inteligência Emocional de Mayer & Salovey: uma ferramenta de autoconhecimento.

Quanto a sugestões por hoje é tudo.
Divirtam-se

Informações enviadas por amigos da Universidade Católica via E-mail.


Canela

domingo, junho 29, 2008

Olé! Olé! Olé!

To my German friends:

Spain wins! :)


Canela

Mais um dos magníficos trabalhos…


…do meu afilhado M.
O “Blog” e, sobretudo, a madrinha agradecem. Com um colaborador deste nível não há “Blog” que não contenha beleza.


Canela

quinta-feira, junho 26, 2008

As Ténues Teias de um Sonho

Tempo – definição da angústia.
Pudesse ao menos eu agrilhoar-te
Ao coração pulsátil dum poema!
Era o devir eterno em harmonia.
Mas foges das vogais, como a frescura
Da tinta com que escreves.
Fica apenas a tua negra sombra:
- O passado,
Amargura maior, fotografada.

Tempo…
E não haver nada,
Ninguém,
Uma alma penada
Que estrangule a ampulheta duma vez!

Que realize o crime e a perfeição
De cortar aquele fio movediço
De areia
Que nenhum tecelão
É capaz de tecer na sua teia!


Miguel Torga in “Tempo”


Canela

Estratégias

Qual o limite para a maldade humana? - perguntava-lhe isto, a ele, sem me aperceber de que, também eu poderia estar a ser cruel.
Ele, numa atitude de profunda lucidez e sem se deixar perturbar pela minha interpelação, calmamente respondeu:
- Jasmim, tu sabes a resposta! Não deixes que a revolta te atinja. Tu não és assim. Dissiparás energia na revolta e dissiparás energia a voltar ao teu registo normal.
A estratégia seguinte foi mudar, imediatamente, de tema, sem dissipar energia e aproveitando em pleno o resto do dia.


Canela

terça-feira, junho 24, 2008

Excepções

Agora que sou "fundamentalista" – como diz o meu pai.
Agora que deixei de comer carne (excepto peixes, moluscos, crustáceos, bivalves e afins) pelas razões que quase todos vocês conhecem.
Agora, dizia eu, abro excepções: para as empadinhas de vitela da padaria Ribeiro e para o arroz de cabidela com galináceos unicamente criados em casa (juro que isto não é choradinho!).
Assim sendo, para o jantar temos: empadinhas de vitela da supracitada padaria e cogumelos recheados com queijo Roquefort e assados no forno, tão simples quanto isto!
Alguém falou em colesterol?! Atenção: «temos» não é lista!!!


Canela

Bob Dylan


Canela

domingo, junho 22, 2008

Porque nem só de música ou poesia…


'Man on a Bridge' © 2007 Bob Dylan

… vive Bob Dylan.

Quem vive da sua música pode esperar até dia 11 de Julho.


Imagem retirada daqui.


Canela

Olé!!!!


Canela

quinta-feira, junho 19, 2008

Jogo

Loiros burros vs kiwis inchados



Canela

quarta-feira, junho 18, 2008

São gratuitos, são cursos…

… estão disponíveis “on-line”:

Just in case…


Canela

[...]

You are less conservative!
Let’s see tomorrow!!!


Canela

terça-feira, junho 17, 2008

«Sentir é outra questão…»


Não tenho ninguém que me ame.
’Spera lá, tenho; mas é
Difícil ter-se a certeza
Daquilo em que não se crê.

Não é não crer por descrença,
Porque sei: gostam de mim.
É um não crer por feitio
E teimar em ser assim.

Não tenho ninguém que me ame.
Para este poema existir
Tenho por força que ter
Esta mágoa que sentir.

Que pena não ser amado!
Meu perdido coração!
Etcetera, e está acabado
O meu poema pensado.
Sentir é outra questão…


Fernando Pessoa

Pintura de Guy Girard ("Le Château du Double Soleils (Anagraphomorphose de Nietzsche)"), 1993 – retirada do catálogo «O Reverso do Olhar», Coimbra 2008


Canela

domingo, junho 15, 2008

Mimos de Sábado

Um banho de imersão em chocolate negro, seguido de uma massagem com chocolate negro.
Para finalizar um chá com amigos de longa data: o N., a R. e os meus sobrinhos o X. e o P, mas desta vez com a presença da mãe do N., e praticamente minha segunda mãe que, como não podia deixar de ser, me trouxe o pão-de-ló que eu adoro. Aquele que é absolutamente inconfundível. Ou seja, este:

Existem dias-perfeitos, com cheiros e sabores inconfundíveis. Dias com conversas perfumadas de amor. Dias de uma incomparável tranquilidade.


Canela

sábado, junho 14, 2008

The Cheese Face…

… want revenge. They want play against the Portuguese or German team.


Canela

Aleksandr Sokurov

Alexandra


Canela

quinta-feira, junho 12, 2008

Aspectos

Diariamente, e talvez por preocupação, vou ouvindo a mesma frase repetida vezes sem conta: “Estás muito magra!”
Ontem, ao chegar a casa esperava-me uma vizinha imensamente preocupada, que me dizia: “O meu marido já comentou comigo que está muito magra!”
Sorri e continuei rumo à porta de casa. Do portão ainda retorquiu: “Não está a fazer nenhuma dieta, pois não?!”
Voltei-me, esbocei um enorme sorriso e acenei que “não” com a cabeça, mas fui pensando:
A ignorância, em certas situações, é uma dádiva!


Canela

quarta-feira, junho 11, 2008

O caminho mais curto para a infelicidade

Deixem-me chegar à cegueira de quem nada sabe, à surdez de quem nada compreende, às palavras dos inocentes.
Fechem-me o coração, atem-me os sentimentos, toldem-me todas as conexões neuronais
Obriguem-me a parar de estudar.
Se ainda for a tempo,
então serei FELIZ.


Canela

terça-feira, junho 10, 2008

Cinematógrafo

Cubismo em movimento




Canela

domingo, junho 08, 2008

quarta-feira, junho 04, 2008

domingo, junho 01, 2008

Tudo para Ti


O que se diz do inverno pode dizer-se da juventude
é uma estação abstracta
numa hora qualquer acabamos com frio
o desprovido transporte que por vezes
demasiadas vezes é o daquela verdade

Mas o jogo de alguma coisa
está mais longe ou mais perto

Nem tu sabes por quantos anos ainda
voltarás aos bosques
aos detalhes que ignoravas
ao que resta do primeiro amor
a que todos pensam ter sobrevivido





José Tolentino Mendonça in “Menos para ti”
Pintura de Daniel Hesidence (untitled), retirada daqui


Canela

Rubra


Ao passear no quintal olhei-a demoradamente e a minha groselheira ruborizou.



Canela

Always the Truth


Canela

quinta-feira, maio 29, 2008

Da dor

Ao fim de alguns meses de trabalho e de alguns meses de interregno vem a vida e muda-nos o ponto de vista. A velocidade de crescimento dos osteosarcomas (em laboratório) chega a provocar-me dor.


Canela

terça-feira, maio 27, 2008

Tempo de...




Canela

So few…


The dying need but little, dear,
A glass of water's all,
A flower's unobtrusive face
To punctuate the wall,

A fan, perhaps, a friend’s regret,
And certainty that one
No color in the rainbow
Perceives, when you are gone.



Emily Dickinson in “The Dying need but little, Dear”
Imagem de Pat Goltz (“Agate Swirling Bird”), retirada do sítio MOCA


Canela

domingo, maio 25, 2008

Inferência Dedutiva


A seguir a história do pastor.
O pastor vivia em Goinge, floresta normanda.
Era filho dos senhores da Escânia
hoje conhecedores de ciências.
Aos vinte anos sabia já
distinguir as ervas
curava com esmero os golpes do gado.

Entretinha-se com o queixo.
E todos os Arroios
o conheciam de sol a sol.

Aos vinte e seis anos
casou com Dourada, a rapariga débil.
Aos trinta
viu realizar-se um sonho antigo:
receber os primos no pátio.
Abriu então cervejas
fritou amêndoas
falou pela primeira vez de nostalgia.



Daniel Maia-Pinto Rodrigues in “A história do pastor”
Pintura de Kristin Baker (“Washzert Suisse”), Acrylic on Mylar, (2005), retirada daqui.


Canela

quinta-feira, maio 22, 2008

«All the wrong reasons»



by Jeff Scher


Canela

Biologists can stop them…


Physics says: go to sleep. Of course
you're tired. Every atom in you
has been dancing the shimmy in silver shoes
nonstop from mitosis to now.
Quit tapping your feet. They'll dance
inside themselves without you. Go to sleep.

Geology says: it will be all right. Slow inch
by inch America is giving itself
to the ocean. Go to sleep. Let darkness
lap at your sides. Give darkness an inch.
You aren't alone. All of the continents used to be
one body. You aren't alone. Go to sleep.

Astronomy says: the sun will rise tomorrow,
Zoology says: on rainbow-fish and lithe gazelle,
Psychology says: but first it has to be night, so
Biology says: the body-clocks are stopped all over town
and
History says: here are the blankets, layer on layer, down and down




Albert Goldbarth in “The Sciences Sing a Lullabye”
Imagem de Ewangpogi (“Running out of space and time”), retirada daqui


Canela

segunda-feira, maio 19, 2008

François Ozon with an Angel


Canela

E…

… se às vezes tudo fosse tão diferente.


Canela

E…

… se às vezes eu fosse tão diferente.


Canela

terça-feira, maio 06, 2008

Without (in)

«… devemos afastar de nós o mau gosto de estar de acordo com muita gente»

Nietzsche


Canela

Três gomos com laranja





Canela

sábado, maio 03, 2008

Carrossel


Mais um dos excelentes trabalhos do meu afilhado M.
Muitos beijinhos e muitos parabéns meu Amor.


Canela

segunda-feira, abril 28, 2008

«Paracuca»


Não me lembrava do nome, não me lembro se algum dia lhe atribui um nome, mas lembro-me, perfeitamente, das birras à porta do mercado, da mão-dada da minha mãe a desviar-me do caminho e de me lambuzar toda a comer (o doce, do qual só esta semana descobri o nome) “Paracuca”.
Obrigada Piro.
Podia traduzir “ginguba”. Podia! Não podia?! Mas não o vou fazer! :)
Segue a receita:


INGREDIENTES:
1 KG. DE GINGUBA NATURAL (SEM SER TORRADA)
1 KG. DE AÇÚCAR
1 LT. DE ÁGUA

PREPARAÇÃO:
Deitam-se todos os ingredientes numa panela e leva-se ao fogão em lume brando.
Depois de levantar fervura, vai-se mexendo com uma colher de pau, sempre lentamente.
Continua-se a mexer, até que a paracuca esteja pronta e bastante solta.
ESPALHA-SE A PARACUCA NUM TABULEIRO PARA ARREFECER


Receita enviada pela Piro por “E-mail”, “Powerpoint” da autoria de Henrique Silva.
Fotografia oferecida por um amigo, o N.C.


Canela

«Help me to Write»


Help me to write.
Show me the gates
Where the orders are,
And the cage
My soul stares at,
Where my courage
Roars through the grates.



Malcolm Lowry in "Rilke and Yeats"
Imagem de Jamie Austin Paige (“Seven Dreams”), retirada do sítio MOCA


Canela

quinta-feira, abril 17, 2008

«Uma Viagem ao Sagrado»

Imagem retirada daqui

No próximo dia 19 de Abril (Sábado), pelas 9h e 45min, nas «Comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios» decorrerá em Matosinhos um «percurso pedestre», subordinado ao tema «Bom Jesus de Matosinhos: Itinerário de uma lenda - Monumento do Senhor do Padrão, Bouças e Igreja do Bom Jesus». A «iniciativa consistirá numa visita guiada pelos locais da lenda do Senhor de Matosinhos»
«Saída às 9h e 45 min junto aos Paços do Concelho»


Canela



domingo, março 30, 2008

Feliz Aniversário Doce Trovador

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.



Herberto Helder in “Sobre um Poema”
Pintura de Graça Morais “O Sagrado e o Profano – O Interdito Transformado”



Crescemos «contra o tempo e a carne», com dois corações à distância de uma mão.
Obrigada por tudo.
Que a branda serenata do universo te envolva em eterno amor.
Que tenhas um Feliz aniversário Doce Trovador.


Canela



quinta-feira, março 27, 2008

Sem palavras para agradecer

O sofrimento impede-me de voltar às palavras. Eu sei que me pedes para voltar, mas não consigo. Desculpa. Tenho a vida parada e todas as lágrimas do mundo para te agradecer.
Obrigada meu-doce-presente-de-amor.


Canela

domingo, março 02, 2008

Características Partilhadas




Um dos trabalhos de um dos meus afilhados, o M.
Palavras para quê?! É um dos meus excelentes afilhados.
Um beijinho grande meu amor lindo e muitos parabéns


Canela

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

A Pequenez

«O «pequeno» representa o tamanho perfeito, adequado ao seu investimento afectivo. Alvo electivo da sua ternura, tamanho-fétiche que apela ao seu carinho irreprimível, o pequeno contém em si as potencialidades de expressão que dele naturalmente decorrem e que depois se transferem para todos os adjectivos e nomes próprios: pequenino, pequenito, pequerrucho, etc. Como se o «pequeno» fosse a raiz dos diminutivos afectivos, a essência que percorre o conjunto inteiro das nuances dos «inhos» e «itos» declinando as inúmeras espécies da pequenez.
O português revê-se no pequeno, vive no pequeno, abriga-se e reconhece-se no pequeno: pequenos prazeres, pequenos amores, pequenas viagens, pequenas ideias («pistas»… que se abrem aos milhares a cada pequeno ensaio).»



José Gil in “Portugal Hoje O Medo de Existir”


Canela

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Comovente


Quando nos dedicam o “Fado dos Beijos


Canela

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Espaços Encurtados

Cruzar olhares será tarefa fácil,
mas não trocar de olhar:

Em foco: um outro ponto, do avesso,
em avesso: outra luz,
outra paisagem

Como de um outro azul,
um brilho outro,
um céu rasgado a nuvens
de outra cor

Cruzar olhares será tarefa breve,
trocar de olhar: uma forma de pôr
em palco de deserto, antes miragem:
agora uma viagem
sem regresso

- que a troca: irreversível:

Uma forma de excesso devolvido
ao espaço inabitado
por igual

Cruzar olhares: uma tarefa curta.
(A outra:
a mais gramatical
forma de amar)




Ana Luísa Amaral in “Gramáticas do olhar”
Pintura de Paula Rego (“Broken Promises”), imagem retirada daqui.


Canela

sábado, fevereiro 23, 2008

Agradecimento I

Para o P. e o J.

Nos dias nem sempre fáceis recebemos mensagens que, deixam os outros felizes: «Preciso que venhas ao bloco. Muita medula». Conheço a história e dispenso os detalhes. Não sinto o mesmo entusiasmo dos outros. É muita medula (situação rara). O trabalho é meu. Mas, ainda não aprendi a alhear-me, não consigo distanciar-me e deixo-me cobrir por um “véu negro”. Os meus dois amigos de bancada tentam entusiasmar-me, mas eu perco a capacidade de sorrir. Em dias “normais” eu brincaria com tudo, até com as palavras. Nos dias de “muita medula” eu quero apenas arranjar coragem para trabalhar. O P. é o primeiro a aperceber-se, e, como também brinca com as palavras, diz que sou «cristalina como a água da montanha». Pela mesma razão o P. também é o primeiro a tentar restituir-me a alegria: “Deixa Jasmim, eu faço-te essa parte do trabalho!”. Agradeço, mas recuso, já me tinha auto-convencido que a minha angústia teria que valer a pena. Entretanto chega o J. que tem sempre um ar de quem lhe-passa-tudo-ao-lado, mas não, de nós os três será talvez o mais atento ao estado anímico dos outros.
O J. tem sempre um sorriso no rosto, pergunta-me se vou precisar de usar a câmara toda. Eu respondo-lhe que não.
- Então chega-te para lá, que nós vamos precisar deste canto para trabalhar – dizem-me. Sentam-se os dois ao meu lado e começam a falar de livros e de filmes. Como sempre acabamos, os três, a rir.
Quando finalmente termino o trabalho, reparo que aqueles dois meninos não tinham feito rigorosamente nada e pergunto:
- Mas afinal vocês não fizeram nada?!
- Enganas-te! – respondem-me – Fizemos-te rir! E, esse era o nosso trabalho de hoje!
Fiquei sem palavras e com os olhos rasos de água e suas excelências novamente a brincar:
- Vamos lá a sorrir, porque não vamos ficar aqui mais uma hora a contar-te estórias!
Nos dias de "muita medula”, tenho “dois-anjos-da-guarda”.
Obrigada.


Canela

I Know...


Michael Clayton


Canela

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

A página certa

«A estrada versus uma vida sedentária. Nunca pensava muito nisso até ter feito cinquenta anos. Foi então que conheci uma mulher pela qual teria largado tudo, até mesmo a estrada. Mas entre nós dois interpunham-se alguns obstáculos, e aquela era a minha única oportunidade. Depois, voltei para a estrada carregado com as minhas máquinas fotográficas. Nestes últimos anos desisti de viajar, mas continuo sozinho. Todos os anos que passei na estrada (para além da minha natureza solitária, e suponho que um pouco anti-social) não me prepararam para me aproximar dos outros. A mulher, essa mulher – foi a minha única oportunidade para atingir aquilo de que falo, e no entanto com ela nunca houve oportunidade alguma, agora que penso nisso com mais atenção. Assim, durante todos os anos em que tu lias de noite à luz de uma lâmpada amarela e te interrogavas sobre os lugares mais longínquos do globo, talvez com vontade de visitar todos esses sítios em que estive dúzias de vezes, durante todos esses anos eu passava diante da tua janela e desejava exactamente o contrário. Desejava a tua cadeira e a tua lâmpada, a tua família e os teus amigos. Provavelmente chovia na noite em que passei diante da tua casa, com o meu equipamento no assento ao lado do condutor, em busca de um motel que não me pesasse duramente nas finanças. Devo ter encontrado algum; dormi e prossegui a minha caminhada no dia seguinte, sem me esquecer da tua lâmpada amarela de noite.»


Robert L. Kincaid in “O Preço de Partir”


Preços associados a opções de vida.


Canela

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Links de Amor

Trovador

«Ahh, ma cheri... Que texto... Emocionante, de verdade... Se me permite, vou colar aqui o trecho de um livro do qual sempre me lembro quando me falam de choro...
Linkei seu blog no meu e sinceramente, se me pedir pra tirar o link de lá, vou recusar.
Faço questão.»

Trovador um enorme xi-coração. A nossa amizade define-se assim: duas pessoas que nunca se viram e, no entanto, conhecessem tão bem!
O link vai muito para além do Blog. Mas, no jasmim também está um Trovador.
Obrigada e muitos beijinhos

Ângela

«Querida amiga!
Pessoalmente, acho que só há duas maneiras de completamente libertar da alma, toda a fúria, raiva, angústia e desepero que se sinta: Chorar ou gritar.
E depois alguém que nos de colo...
Não duvides que és amada, e muito.
Um grande xi coracão com muito amor de nós os três.»

Como poderia duvidar do que sinto?! Agarro-me a todo o vosso amor para ter a força necessária para continuar.
Tens toda a razão quando dizes que a energia que emano assusta! E sabes que energia é essa?! Nada mais, nada menos que, o reflexo de todo o amor que recebo das minhas doces-prendas-de-amor.
Um xi-coração enorme e muitos beijinhos para os meus três amores.

Piro

«Amiga, espero que este momento mau já tenha sido resolvido!
Colinho aqui...está sempre disponível para quando precisares.Um enorme abraço de todos os que aqui te querem bem»

Se fosse só colinho! De ti também recebo tanto amor! São os nossos eternos laços-de-amor. Jugo que não é por acaso que estamos todos juntos.
Um xi-coração apertadíssimo como aqueles dos nossos reencontros. Muitos beijinhos para os meus três amores.
Todos os problemas serão resolvidos, e, fossem estes todos os problemas.

Mais agradecimentos nos próximos “posts” prometo, hoje estou estourada e a cair de sonho.
Obrigada

Canela

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Chorei

Chorei muito e como não chorava há muito tempo – chorei de fúria, de raiva. Chorei por estar a chorar. Mas primeiro peguei o touro pelos cornos, com tanta calma, que ele saiu a deitar fumo pelas ventas.
Não gosto de fugir. Adoro olhar o mal de frente, mesmo quando sei que posso morrer. Ainda não foi hoje.
Depois já não chorava há tanto tempo, que me fez bem lembrar como era.
Obrigada aos mimos, ao colo e às palavras doces. Hoje senti-me tão amada. Obrigada.



Canela

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Espaço



Despede-te de mim, bate devagar à porta:
tenho vontade de recomeçar, reerguer escombros,
ruínas, tarefas de pão e linho, não dar
nome às coisas senão o de um vago esquecimento,

abandono. Despede-te de mim como se a vida
recomeçasse agora, não me procures onde
a memória arde e o destino ausenta.

Tudo são banalidades, afinal, quando assim
se recomeça e a vida falha como um material
solar e ilhéu. Levamos poucas coisas, basta
um pouco de ar, os objectos fixos, em repouso,

os muros brancos de uma casa, o espaço
de uma mão. Arrumo as malas e os sinais,
aquilo que nos adormece em plena tempestade.


Francisco José Viegas in “De amor”

Pintura de Matthew Zoll in “Cherris”


Canela

Maldade

Algo me diz que é similar aos fluidos pseudo-dilatantes.


Canela

A Netcabo na vanguarda da regionalização!

Region: Porto
City: Lisbon


Com tão pouco se resume tanto.


Canela

domingo, fevereiro 10, 2008

sábado, fevereiro 09, 2008

The return or…

The Rebirth of a Goddess

Canela

Prometo



Que fico a pensar...



Imagem retirada de Royal Canin Portugal



Canela

Regarde bien

Celui qui regarde au dehors à travers une fenêtre ouverte ne voit jamais autant de choses que celui qui regarde une fenêtre fermée. Il n´est pas d´objet plus profond, plus mystérieux, plus fécond, plus ténébreux, plus éblouissant qu´une fenêtre éclairée d´une chandelle. Ce qu´on peut voir au soleil est toujours moins intéressant que ce qui se passe derrière une vitre.



Charles Baudelaire


Canela

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Recados

Recado escrito num “post-it” pelo meu pai: «Lembra-te que não és de ferro. És absolutamente humana»
Amiga e colega: «Julgo que ainda não te disse, mas admiro-te muito. És uma grande mulher e com uma coragem imbatível.»
Advogado a falar como médico: «Está com ar exausto» - corrige - «Não! Está com ar absolutamente exaurido! O que se passa consigo?!»

Ando a testar limites, sem os atingir.


Canela

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Carnaval


Onde todos os excessos são permitidos.
Se através do “Blog” fosse possível difundir o cheiro e o paladar, hoje tinha uma enchente em casa.

Bom Carnaval


Canela

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

«Across the Universe»


Já que a NASA não chega ao “Blog”, chega o “Blog” á NASA.
«Across the Universe» a música dos Beatles que a NASA enviará hoje para o espaço, para comemorar o 50º aniversário da sua fundação e o 40º aniversário da gravação da canção «Across the Universe».
A música será enviada na direcção da estrela Polar que dista 431 anos-luz da Terra e viajará pelo universo a uma velocidade de 300.000 km/seg.


Imagem retirada da NASA


Canela

sábado, fevereiro 02, 2008

Os Pachecos que fazem falta

Este ministro é um mentiroso
que agonia quando ele discursa
e se fosse só isso: bale sem jeito
às meias horas seguidas – e não pára!

bem-aventurados os duros de ouvido
a quem o céu abrirá as portas
desliguem p.f. o microfone
ou então tirem o país da ficha


Fernando Assis Pacheco

Canela

Pacheco, Fernando Assis

Meu Deus como eu sou paraliterário
à quinta-feira véspera do jornal
nadando em papel como num aquário
ejectando a minha bolha pontual

de prosa tirada do receituário
onde aprendi o cozido nacional
do boçal fingido o lapidário
- fora algum deslize gramatical-

receio que me chamem extraordinário
quando esta é uma prática trivial
roçando mesmo o parasitário
meu Deus dá-me a tua ajuda semanal



Fernando Assis Pacheco in "A Profissão Dominante"


Canela

«I'm not there»



Bob Dylan in "Like a Rolling Stone"


Canela

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Pão e Queijo no Jardim




Canela

Punctum crucis



Porque é que este sonho absurdo
a que chamam realidade
não me obedece como os outros
que trago na cabeça?

Eis a grande raiva!
Misturem-na com rosas
e chamem-lhe vida.




José Gomes Ferreira in “Porque é que este sonho absurdo”

Pintura de Salvador Dali (The True Painting of the “Isle of the Dead” by Arnold Böcklin at the Hour of the Angelus), 1932.



E das rosas só restaram as pétalas, porque os espinhos já tinham sido removidos um a um.
Nunca me conseguiste ver as mãos, como poderias alcançar o horizonte?!


Canela