Canela
No mundo exótico dos chás, estes são dois dos meus preferidos, mais o de canela e o de amêndoa...confesso!
sexta-feira, outubro 24, 2008
terça-feira, outubro 21, 2008
Leituras
Lê Hegel com o mesmo à-vontade com que os outros lêem "O Príncipe" de Nicolau Maquiavel, esquecendo-se que a totalidade nem sempre é absoluta, e que o absoluto é constituído de pequenos totais.
Canela
Canela
domingo, outubro 19, 2008
Réstias de Sol…
Lugares encantados.
A mais perfeita sala-de-estar sobre o mar: Praia-da-Luz
E a música que ficou, tal como o sonho.
A música fica.
Onde só o sonho deve ficar.
Canela
Iceland
Believing in a fast economic revitalization

The cold makes me
a lair from fear
places a pillow of
downy drift
under my head
a blanket of snow
to swaddle me in
I’d lay my ear to
the cracking of the ice
in the hope of hearing it
retreat
if I didn’t know
I’d be frozen fast
The ice lets no one go
My country
a spread deathbed
my initials stitched
on the icy linen
Gerður Kristný in “Pratriotic Poem”
Pintura de Freyja Önundardóttir ("Fjarlægð"), retirada daqui.
Canela

The cold makes me
a lair from fear
places a pillow of
downy drift
under my head
a blanket of snow
to swaddle me in
I’d lay my ear to
the cracking of the ice
in the hope of hearing it
retreat
if I didn’t know
I’d be frozen fast
The ice lets no one go
My country
a spread deathbed
my initials stitched
on the icy linen
Gerður Kristný in “Pratriotic Poem”
Pintura de Freyja Önundardóttir ("Fjarlægð"), retirada daqui.
Canela
sábado, outubro 18, 2008
A Ciência também passa por aqui
Em determinados dias socorremo-nos de situações difíceis para os ajudarmos a avançar, para os motivarmos, para lhes demonstrarmos que na maioria das vezes é nas piores situações possíveis que mais aprendemos, e aqui incluí-se também autoconhecimento.
Enfrentar todas as situações com um: “eu vou conseguir” deveria ser se não um lema, um quase lema.
Das muitas estórias que lhes poderia ter contado, escolhi a menos má, só para lhes retirar um sorriso no final.
Contei-lhes que nos deram cerca de 60.000€ para um projecto de investigação com a duração de quatro anos, e no qual só uma estufa de atmosfera controlada (que fazia falta) custava cerca de 30.000€. Contei-lhes que a alternativa era comprar umas “jarras”, a empresas que comercializam material para laboratório, que custavam cerca de 1000€ cada uma.
Contas feitas o dinheiro disponível para quatro anos, mal chegaria para um. Mas, que existem sempre alternativas.
No meu caso, a alternativa foi encaminhar-me para o supermercado mais próximo, comparar caixas de plástico para armazenar alimentos, com um volume determinado e herméticas (o que era absolutamente obrigatório). Cada uma destas caixas custava menos de 5€.
Nesta altura trabalhávamos em conjunto com uma equipa inglesa, mas publicávamos mais! Talvez pela fama que Portugal vai transmitindo, através dos seus governantes, os ingleses começaram a estranhar que nós conseguíssemos trabalhar mais e melhor. E, decidiram ver o que se passava.
No dia em que nos visitaram encontraram um laboratório com pouquíssimo equipamento e com uma (apenas uma) estufa de temperatura controlada cheia de caixas plásticas para armazenar alimentos, com a tampa recoberta com fita isolante (não fossem as caixas não serem absolutamente herméticas). Abertas as caixas puderam finalmente verificar in situ que o nosso microrganismo crescia, de facto, muito mais naquelas condições, do que nas duas estufas de atmosfera controlada que eles tinham no laboratório.
Para eles a opção foi simples: desligaram os gases das estufas de atmosfera controlada que passaram a funcionar, apenas, com estufas de temperatura controlada.
Para nós foi o merecido prémio: ganhamos o projecto europeu a concurso.
É esta férrea força para lutar e a fortíssima corrente-de-amor aos que me rodeiam que, ainda, me mantêm aqui.
Eles sorriram.
Eu tenho a certeza que aprenderam uma estória que se aplica a quase todas as situações de vida.
Canela
domingo, outubro 12, 2008
Travian
Hoje joguei pela primeira vez Travian, na tentativa de perceber como é que este jogo se tornou um dos jogos mais jogados em todo o mundo.
A explicação parece-me simples: é mais ou menos como a pesca, lança-se o isco e espera-se. Não temos de fazer rigorosamente nada, a não ser esperar.
Ora, quem me conhece sabe como a pesca ou a espera me deixam os nervos em franja! Não há nada que me faça pior. Mas, dei início à construção da minha aldeia e até já vêm tropas a caminho.
A explicação também não podia ser mais simples: estou a trabalhar enquanto jogo. E, não há nada (existe sempre muito mais do que nada!) que me dê mais prazer, do que fazer várias coisas em simultâneo.
Canela
Verdade ou Consequência
Tenho de trabalhar
para ganhar o meu pão
meu querido Guilherme
não tenho tempo
para uma paixão infeliz
e complicada
Adília Lopes (de ‘Maria Cristina Martins’, Obras)
Canela
para ganhar o meu pão
meu querido Guilherme
não tenho tempo
para uma paixão infeliz
e complicada
Adília Lopes (de ‘Maria Cristina Martins’, Obras)
Canela
sábado, outubro 11, 2008
sábado, outubro 04, 2008
The best Piece is…
always you .
(…)
Call me a doctor
Or a structural engineer
Draft me a past and a future
That consert to adhere
Give me a pill that makes cohesion
A pharmalogical thing
Bring me the tape and the twine
The blueprint design
To fit the scraps and the threads
To the feet and the legs
(…)
Canela
(…)
Call me a doctor
Or a structural engineer
Draft me a past and a future
That consert to adhere
Give me a pill that makes cohesion
A pharmalogical thing
Bring me the tape and the twine
The blueprint design
To fit the scraps and the threads
To the feet and the legs
(…)
Canela
sábado, setembro 27, 2008
sábado, setembro 20, 2008
A que distância da escrita deixas o coração?
Nada do mundo mais próximo
mas aqueles a quem negamos a palavra
o amor, certas enfermidades, a presença mais pura
ouve o que diz a mulher vestida de sol
quando caminha no cimo das árvores
«a que distância da língua comum deixaste
o teu coração?»
a altura desesperada do azul
no teu retrato de adolescente há centenas de anos
a extinção dos lírios no jardim municipal
o mar desta baía em ruínas ou se quiseres
os sacos do supermercado que se expandem nas gavetas
as conversas ainda surpreendentemente escolares
soletradas em família
a fadiga da corrida domingueira pela mata
as senhas da lavandaria com um «não esquecer» fixado
o terror que temos
de certos encontros de acaso
porque deixamos de saber dos outros
coisas tão elementares
o próprio nome
ouve o que diz a mulher vestida de sol
quando caminha no cimo das árvores
«a que distância deixaste
o coração?»
José Tolentino Mendonça in “A Presença Mais Pura”
Pintura de Duma (“Sabes… acho que concordo contigo!”), retirada daqui.
Canela
Ofereceram-me…
Uma inusitada estória-de-amor.
Eu leio-a vagarosamente, como quem liba mel gota-a-gota.
Canela
Eu leio-a vagarosamente, como quem liba mel gota-a-gota.
Canela
quarta-feira, setembro 10, 2008
Let’s Pretend…
(…)
Maybe I’ll never die
I’ll just keep growing younger with you
And you’ll grow younger too
Now it seems too lovely to be true
But I know the best things always do
…
Canela
Os Hospitalários no Caminho de Santiago

Notícia publicada no site da Câmara Municipal de Matosinhos
Imagens retirada do site da Câmara Municipal de Matosinhos
Canela
sábado, setembro 06, 2008
Como a Chuva
Vou guardar-te em cheiros
o da pele primeiro,
com sabor a mar.
Deixo escorrer a ternura,
gota-a-gota,
perfumada a sol e baunilha.
Com o azul cristalino
guardo os segredos
de Jasmim e Canela.
A guardar-te
em frasco de vidro
como a chuva.
Canela
o da pele primeiro,
com sabor a mar.
Deixo escorrer a ternura,
gota-a-gota,
perfumada a sol e baunilha.
Com o azul cristalino
guardo os segredos
de Jasmim e Canela.
A guardar-te
em frasco de vidro
como a chuva.
Canela
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