O que posso desejar para o aniversário e concomitantemente para o Novo Ano? Primeiro que aproveites o Sol e as praias da Tailândia, que te divirtas e te renoves. Não costumo fazer futurologia, mas contigo é fácil, 2007 transborda de amor, de felicidade e de sonhos partilhados, que seja eterno. Ainda a fazer futurologia, em 2007 estaremos juntas, novamente, em Portugal ou na Suécia. Até lá, que o mar de doce amor inunde os teus dias com uma nostálgica preguiça feliz. Muitos, muitos parabéns A.
Sem euro milhões: Pretendo apenas, ter ao meu lado, felizes e com saúde, as pessoas que tanto amo. Só assim sou feliz.
Com euro milhões: Pretendo: ter ao meu lado, felizes e com saúde, as pessoas que tanto amo. Comprar uma mansão, com vista para o mar. Meter-me no primeiro avião disponível e viajar directamente para os chamados “bancos de morte”, aqueles onde várias crianças aguardam, pacientemente, por um desfecho de vida. Talvez, de uma só vez, traze-las todas. A casa tinha, ainda, de ter espaço suficiente, para vários animais abandonados, sobretudo cães. Finalmente, um último devaneio, comprava um Chow-chow, não sei se dona D. (a minha rafeirinha linda!) iria aceitar esta ideia, de bom grado, julgo que não, até porque, está hiper mimada.
A todos, com ou sem euro milhões: Espero que vejam realizados todos os vossos desejos, desde de que, estes incluam amor.
À pintura:
Salvador Dali in "La Font", 1930
À poesia:
Deixa dizer-te os lindos versos raros Que a minha boca tem para te dizer! São talhados em mármore de Paros Cinzelados por mim para te oferecer.
Têm dolências de veludos caros, São como sedas brancas a arder… Deixa dizer-te os lindos versos raros Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda… Que a boca da mulher é sempre linda Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei… E, nesse beijo, Amor, que eu te não dei Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Sozinha. É assim que quero entrar no novo ano. Não vale a pena insistirem nos convites, nas seduções, nas comoções, porque quero ficar tranquilamente, confortavelmente, seraficamente no meu “santuário”. Preciso da paz, da protecção, do descanso do meu “refúgio”. Preciso urgentemente de três dias de completo repouso. Com a garantia, de que, no inicio do novo ano estarei “brand new".
Cansada e sem paciência para laxismos, incompetências e para situações que criem desigualdade entre os diferentes contribuintes. Por esta razão, ultimamente, tenho-me dedicado mais aos livros de reclamações, do que ao “blog”. Espero que a situação se inverta rapidamente. Mais um desabafo.
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor… Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. …
A minha Dona T. tem uns lindíssimos olhos de água e um sorriso arco-íris.
A minha Dona T. vive sozinha com o amor de toda a sua vida, o senhor A, sem mais ninguém, porque não tiveram filhos. Nesta altura, o seu amor encontra-se limitado a um quarto, mais concretamente, a uma cama e a minha Dona T. cuida dele com todo o carinho e enlevo, mas…sozinha. Talvez agora, não tão sozinha, porque arranjou muitos amigos, as assistentes da segurança social que diariamente chegam com cuidados e muito amor, os técnicos de saúde que vivem permanentemente em alerta e que dentro das suas maletas transportam tantas palavras de alento e carinho. E, mais um conjunto de corações carregadinhos de amor que a Dona T., tão bem, sabe cativar. A todos os que cuidam da minha Dona T. e de muitas mais Donas T. espalhadas pelo mundo, o meu eterno e profundo agradecimento. Que bom seria se cada um de nós, pelo menos, uma vez na vida, olha-se para o lado e encontra-se uma Dona T. Que bom seria se cada Dona T. ou senhor A. espalhados pelo mundo, tivessem tantos amigos a transportar cuidados e carinho. Se todos soubessem que ao tratar de uma Dona T. recebem muito mais, do que, algum dia, conseguem dar, o mundo seria um local onde não existiria abandono. Hoje soube-me pela vida o sorriso arco-íris da minha Dona T.
Feliz aniversário Dona T. e que esta data se repita por muitos e longos anos.
Do Natal, porque os meus pais sempre o tornaram mágico. Inacreditavelmente mágico. Este ano repetiu-se a magia. Segundo eles, a explicação é simples: desde de que nasci, o presépio dentro de casa, passou a fazer-se ao vivo. A única parte do presépio que continuo a desconhecer, por mais perguntas que faça, é a dos reis magos. Quem deixava cair o saco dos presentes pela chaminé? A resposta também é invariavelmente a mesma. Sorrisos no rosto e mudança de tema. Gosto do bulício na cozinha, onde, a mim só me cabem duas tarefas, decorar com canela, normalmente, a aletria e compor a tábua de queijos. Adoro o cheiro a creme torrado e os meus indispensáveis bolinhos de bolina.
Gosto de decorar a mesa para a ceia, aliás, esta é sempre uma tarefa que me cabe a mim, porque, segundo dizem, só eu, para perder tanto tempo com pormenores. E são precisamente os pormenores, que, tanto me cativam. Este ano, o meu “designer” predilecto teve esta reacção: “Está linda, filha!!!”.
Eu vivo sempre no mundo da lua. Porque sou uma cientista O meu papo é futurista É lunático
Eu vivo sempre no mundo da lua Tenho uma alma de artista Sou um génio sonhador E romântica
Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou aventureira Desde o meu primeiro passo Pro infinito
Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou inteligente Se você quer vir com a gente Venha que será um barato
Pega carona nessa cauda de cometa Ver a Via-Lactea, estrada tão bonita Brincar de esconde-esconde numa nebulosa Voltar para casa nosso lindo Balão azul.
Moraes Morreira, Bebel Gilberto, Baby Consuelo, Ricardo Graça Mello e Aretha in "Meu lindo balão azul"
A letra da música foi devidamente alterada para que se adapte perfeitamente!
Como vês J. não é o tipo barrigudo, de barba branca, vestido de vermelho que anda muito distraído. O problema sou eu! …não largo a cauda do cometa e a via Láctea! Coitado! Devo dar-lhe uma trabalheira…um dia destes, ainda põe as barbas de molho e eu que me amanhe!
Ontem foi fazer, o que penso serem, as últimas compras de Natal! Faltava-me o café aromatizado com chocolate que eu e os meus pais tanto gostamos. Numa das lojas Club del Gourmet descobri que o café estava esgotado. E o aromatizado com canela? Esgotado. Comprei um aromatizado com frutos exóticos. Incrível !!! Frustradíssima e sem o café aromatizado com chocolate, foi ver os chás e… eis senão quando!... Encontro o “Spice Blend from Stockholm – Ett mustigt, aromatiskt te med högklassiga indiska kryddor bl a kanel, kardemumma och kryddnejlika”, tradução: mistura de chás de Ceilão aromatizado com canela da Índia, cardamomo e cravinho. Fantástico !!! Já de saída encontrei a Rosinha o N. e o meu sobrinho X. Magnífico!!! Quando cheguei a casa fiz um chá muito quentinho, mas não do que comprei. Este veio do paraíso!!... Maldivas. Delicioso em todos os aspectos…!!!
Parlamento, construído entre 1884 e 1904, estilo neogótico
Existem sempre locais que nos tocam, pelas mais diversas razões. Este país destaca-se pela sua história (sucessivas batalhas travadas com os turcos e pelas várias referência ao império austro-húngaro), pela sua arquitectura (mistura de vários estilos: medieval, barroco, neoclássico, etc.) e pela sua cultura.
Hotel Gellért, construído entre 1911 e 1918, estilo modernista, ao qual foram acrescentados mais tarde os banhos, um verdadeiro SPA!!! com os melhores banhos turcos que conheço.
Nas minhas viagens guardo particularmente as minhas histórias. As histórias de alguém que têm um mundo próprio, ao qual, os outros chamam o mundo da lua, ou como diz a Piro “ o mundo Bright Jones, sempre recheado de histórias”. As peripécias começaram logo ao nível da comunicação, ao descobrir que apenas os mais novos falavam inglês… Com os mais velhos, principalmente nos locais de comércio, tentei de tudo, inglês, francês e vestígios de alemão, como nada resultava, adoptei a técnica mais antiga da comunicação... passei a desenhar. No segundo dia farta de desenhos decidi aprender húngaro! Contudo, só muito mais tarde, percebi que existem dois tipos de discurso: um de linguagem corrente (que eu praticava!!!!) e outro mais coloquial, que, normalmente, se usa com as pessoas mais velhas. Eu, de facto, achava estranho as expressões faciais, dos meus interlocutores, mas sempre as associei ao meu péssimo húngaro. Mais tarde descobri, que também, tratava todos por “tu”! A história, inesquecível, passou-se na ilha Margarita, localizada a meio do Danúbio. Na tarde em que decidi visitar a ilha reparei que logo à entrada existia um espaço de aluguer de bicicletas. Como a ilha ainda era relativamente grande optei pela melhor solução – alugar uma bicicleta!!!! O passo seguinte foi pôr-me a caminho. Mas este caminho tinha uma acentuadíssima inclinação descendente…. Rumo ao centro da ilha, em altíssima velocidade, deparei-me com um senão…a minha bicicleta não tinha os habituais travões de mão!!! Numa fracção de minutos tentei esmiuçar toda a bicicleta, numa árdua tentativa de encontrar os travões…. Esforço vão. Nada. Rigorosamente nada. Em desespero e já muito, muito, muito mesmo, perto de uma estátua a decisão foi fácil… atirei-me para a relva, enquanto a bicicleta batia violentamente contra esta. Não sobrou um único raio da roda dianteira para contar a história…! O senhor, do aluguer de bicicletas, olhava estupefacto para a cena, enquanto se formava uma fila de pessoas, que aguardavam pelo aluguer da próxima. Tentei alugar outra bicicleta. Desnecessário será dizer, que o pedido me foi veemente recusado. Muito mais tarde foi-me explicado que deveria ter andado com os pedais para trás (sinónimo de travões!!!). Pena foi ter sido tão tarde!!! Aprendi.
Acordar com esta música... ... and through it all she offers me protection a lot of love and affection whether I’m right or wrong and down the waterfall wherever it may take me I know that life wont break me when I come to call she wont forsake me I’m loving angels instead ...
Quem me conhece sabe que sou normalmente despistada, muito despistada. Quem me conhece sabe que quase tudo me passa ao lado, muito ao lado. Mas também, quem me conhece sabe que basta olhar-me nos olhos, para adivinhar o que me vai na alma. Os que realmente me conhecem conseguem adivinhar-me os pensamentos e muitas vezes por brincadeira, dizem que a comunicação comigo se faz por telepatia. Talvez por esta razão, hoje não tive, sequer, necessidade de responder à pergunta “vem?”, bastou-me um simples encolher de ombros e a interpretação foi imediata “compreendo!”. Relativamente à segunda interpelação “mas por nós viria?” a resposta também se tornou óbvia, bastou-me sorrir “sei que sim!!!”. A clarividência da situação está em não querer compactuar com mentiras, em não querer entrar em jogos cobardes, em não querer arrastar-me pelo lado obscuro da vida. Quanto às atitudes que cada um assume como suas, não tenho por hábito tecer juízos de valor, condenar ou julgar. As pessoas de quem realmente gosto são importantes, pelo simples facto, de já as ter escolhido para mim (sem nenhum sentimento de possessão associado).
Não me perguntes, porque nada sei da vida, nem do amor, nem de Deus, nem da morte. Vivo, amo, acredito sem querer, e morro, antecipadamente ressuscitado. O resto são palavras que decorei de tanto as ouvir. E a palavra é o orgulho do silêncio envergonhado. Num tempo de ponteiros, agendado, sem nada perguntar, vê, sem tempo, o que vês acontecer. E na minha mudez aprende a adivinhar o que de mim não possas entender.
I don't want a lot for Christmas There's just one thing I need I don't care about the presents Underneath the Christmas tree I just want you for my own More than you could ever know Make my wish come true All I want for Christmas is... You ... (Mariah Carey in All I Want for Christmas)
Quando pensamos que somos só mais um, que não tivemos importância nesta ou naquela situação, que temos sempre um papel muito ingrato, na vida. Aqui, vêm a vida e troca-nos todas as voltas. Hoje de manhã foi assim, com muitas voltas trocadas. Hoje de manhã, um grupo de pessoas que foram e são muito importantes para mim, decidiram demonstrar-me o quanto foi e sou importante para eles. Hoje de manhã comovi-me e chorei. Hoje de manhã houve abraços e beijos e muita comoção. Hoje foi uma manhã com mútuas declarações de amor…